O desafio dos executivos de Logística: Encontrar o equilíbrio entre redução de custos, nível de serviço e riscos nas operações.

por | 05/09/2016

Os desafios atuais da Logística tem colocado à prova toda capacidade de geração de resultados sustentáveis. As pressões pelas reduções de custos tornaram-se os únicos objetivos/metas capitais (aqueles que matam).
A famosa prática de redução de custos em tempos de crise, leva ao desequilíbrio entre o tripé que deveria reger as decisões em logística: Custo, Nível de Serviço e Risco.

O que percebemos são decisões de curto prazo que colocam em risco o equilíbrio do negócio,  gerando prejuízos incalculáveis para a empresa e para os fornecedores.

Infelizmente muitos gestores estão escolhendo os caminhos mais fáceis, ao invés de pensar e agir estrategicamente, deixando claro quais serão os impactos positivos e negativos para o futuro do negócio de suas decisões.

Os atalhos de custo utilizados massivamente são: os “BIDs” para baixar o custo do frete, a troca constante de fornecedores independente do histórico ou relação de parceria e a decisão unilateral de redução de tarifas e/ou não repasse de impactos inflacionarios. Os resultados desta forma são mais rápidos do que melhorar a produtividade das plantas, os tempos de retenção dos ativos e/ou acabar com os incentivos/gastos com diárias, deslocamentos ou fretes esporádicos de insumos que formam custo de produto e não aparecem na logística.

Em relação ao nível de serviço são cada vez mais comuns a manipulação e/ou mudança de métrica de avaliação. É mais fácil refazer um indicador, mudar a etapa do processo onde inicia a medição ou desconsiderar problemas que não estão sobre o controle total da logística, do que trabalhar um PDCA completo para promover a evolução.

Já em relação ao risco olham  exclusivamente para a base de sinistro, muitas vezes tentando descaracterizar ocorrências para melhorar o resultado. É muito comum que os riscos inerentes à gestão financeira de pagamento de frete e o risco de perda de faturamento contidos na ineficiência da gestão do custo logístico e nível de serviço sequer são medidos.

Não existe solução fácil para desafio ou problema complexo! Só um caminho deveria ser perseguido, aquele que leva a “eficiência operacional”.

A busca da eficiência deveria obrigatoriamente conter entre outros:

1. Construção de uma estratégia clara para o tripé (Custo, Nível Serviço e Risco), sendo desenhada com os cenários correlacionados entre eles.

2. Quebra das barreiras departamentais e/ou feudos organizacionais, estabelecendo metas colaborativas/construtivas.

3. Ter a certeza que os executivos atuam com senso de dono da empresa, ao invés do senso de posse do seu cargo.

4. Conhecer com profundidade a estratégia de controle e redução de custo, bem como a de evolução do nível de serviço e o controle do risco operacional.

5. Ter o maior número possível de ineficiências identificadas e um plano de ação gerenciado com disciplina para elimina-las.

Precisamos encontrar o equilíbrio e acreditar que é possível tomar decisões sustentáveis à longo prazo. Existe muito valor em plantar, mesmo que sejam nossos sucessores que irão colher.

Compartilhe